07 fevereiro 2022

Fada




Esse desenho gerou várias ideias durante o processo, fiquei até meio perdido tentando encontrar o melhor caminho. Acho que cansei de tentar ficar melhorando e encerrei como está, mas toda hora que olho penso em mudar algo, ou penso que eu poderia ter levado pelo outro caminho que eu tinha imaginado.

Engraçado que todas essas decisões não aparecem na imagem final, e quem olha, as vezes nem imagina o tanto que foi feito, desfeito e refeito.


Versão mais simples

Sketch

Quando eu fiz o desenho no caderno, escrevi junto umas frases, que estão nesse post aqui.

Morada

A solidão já não mais me invade

pois há muito mora em mim

tem as chaves

sou sua casa

[Vitor Uemura]

06 fevereiro 2022

Não dualidade

Como posso eu entender qualquer coisa sobre a dualidade ?

Quanto mais sobre não dualidade que há nela

Para ver o todo em todas as coisas,

é necessário, primeiro, ver todas as coisas;

o que não me ocorre.

Não vejo a separação, pois nem a mim me vejo

E sem ver a separação entre o Ser e o objeto,

não consigo ver que não há separação.

Para perceber a unidade, é preciso ver a dualidade.

Não vejo Ser,

não vejo objeto,

muito menos que são a mesma coisa

Só se Ser e objeto forem nada,

então posso dizer que os vejo

pois nada vejo

[Vitor Uemura]

05 fevereiro 2022

Não me sei

Não me sei o tanto que eu gostaria

nem o tanto que é preciso pra me ser

só me sei em lampejos de consciência

que não marcam hora nem lugar pra acontecer

só me sei quando me é dado saber

e logo me esqueço

me perco

de mim

de tudo

Fico novamente me esperando

como se espera a um trem que passa na estação sem hora certa


[Vitor Uemura]

04 fevereiro 2022

Eu que passa

O que me passa ?

Ou melhor; o que passa por mim ?

O que me transpassa ?

Mas não passa por inteiro,

deixa marcas,

pedaços de ser

fragmentos de vontades alheias


O que me acompanha ?

O que me segura nas mãos sem que eu veja ?

Sem que eu sinta

e faz das minhas mãos

mãos não minhas


O que é ?

O que são ?

Se é que é ou que são

Um não ser que me faz ser o que é ou o que são,

um eu que não sou

Um eu que passa


[Vitor Uemura]

03 fevereiro 2022

Staff of many paths

It can reveal the hidden paths along the way but it also causes great confusion for they are many


O cajado dos muitos caminhos tem o poder de revelar atalhos ao longo da trilha, mas ao mesmo tempo ele causa grande confusão pois os atalhos são muitos.


original

alternate version

Process

Sketch


01 fevereiro 2022

Flutuação do tempo

Me parece que no tempo estou a flutuar,

sou levado pelas horas e por isso não as vejo,

nem as sinto passar.

Relativizo os segundos que me passam,

os fantasio de pássaros coloridos

que cruzam meu céu em direção ao pôr das horas.

Vejo uma fina linha do tempo a segurar uma pipa no vento,

que dá vontade de cortar,

e transformar a pipa em borboleta,

nova, livre.

Tempo que passa sem passar


[Vitor Uemura]

25 janeiro 2022

Emotional Gamer

 


Na grande maioria das vezes eu começo um desenho sem saber exatamente o que eu quero. Só vou colocando umas manchas de fundo e parece que a coisa rola, mas nem sempre, claro.

Acho que quanto mais eu estudar e aprimorar minha técnica, mais serei capaz de dar forma ao que enxergo nessas manchas ou traços iniciais. Saber dosar técnica e expressão me parece um bom caminho, onde uma coisa soma com a outra.

:p

14 janeiro 2022

Círculo de proteção


 

Muitas vezes me vejo tomado por pensamentos que não me fazem bem, que me colocam pra baixo, e fazem com que eu me sinta inferior à tudo; pensamentos que me tiram a vontade de seguir com as mínimas coisas da vida, que me esvaziam de mim mesmo, num lento esvair de todas as minhas forças.

Nessas horas a vida fica difícil, pesada, obscura, triste.

Em meditação, chamo pela Deusa, e sua mão amorosa me conduz através das sombras até que eu veja o primeiro sinal de Luz. E assim, me coloca novamente no caminho.



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06 janeiro 2022

Bruxinha




De volta pra casa depois de um dia de trabalho :)


Vento

 




Sou o vento que sopra nas matas

O canto das árvores ao balançar

Sou a dança das folhas que caem

O respiro que sustenta o pulsar

desse coração verde, imenso,

que só sabe amar e amar

[Vitor Uemura]