Lembro que um dia bem interessante na minha vida foi quando resolvi deletar o facebook (hoje ainda mantenho por conta dos desenhos e para usar o marketplace raramente). Foi uma libertação muito boa, que me colocou novamente em contato com coisas que eu estava deixando de lado (livros, por exemplo). Não foi nada demais também, não foi uma epifania, não foi um momento de virada na vida, não foi uma alegria infinita nem nada disso. Foi normal, mas um normal melhor.
Bom, tudo isso pra desabafar que estou pensando em me ausentar do isnta. Mas nada certo por enquanto... Só um pensamento que vem rondando minha mente. Ou pelo menos usar ele de forma mais livre, mudando na verdade minhas expectativas sobre o uso. Pode parecer besteira, mas quando uso o instagram, inconscientemente acredito que preciso sempre aumentar o número de seguidores, pra poder espalhar mais a minha arte, pra poder vender mais desenhos e pra conseguir mais trabalhos, e etc. Acho que também não é uma dinâmica muito saudável pra se manter.
Sei que bem menos pessoas vão ler o blog ou acessar a página, mas não tem problema. Quero uma coisa simples mesmo, e carrego no coração as palavras que o Bernardo Soares colocou no Livro do Desassossego:
“Para todos nós descerá a noite e chegará a diligência. Gozo a brisa que me dão e a alma que deram para gozá-la, e não interrogo mais nem procuro. Se o que deixar escrito no livro dos viajantes puder, relido um dia por outros, entretê-los também na passagem, será bem. Se não o lerem, nem se entretiverem, será bem também.”
É como se eu quisesse ser cada vez menor, ir diminuindo, diminuindo, diminuindo, até ficar do tamanho de uma só pessoa, eu mesmo. E aí me seguro nessa pessoa e ali eu fico.
Peace !